Os cortes de energia em Joanesburgo continuam a gerar polémica. A Aliança Democrática (DA) anunciou que vai entregar uma petição à Eskom para contestar os cortes de eletricidade planeados em várias zonas da cidade devido a uma dívida superior a 5 mil milhões de rands.
A iniciativa pretende impedir que os residentes sejam afetados por um problema financeiro que, segundo o partido, resulta da má gestão da administração municipal.
Cortes de energia em Joanesburgo preocupam moradores
No mês passado, a Eskom notificou a Cidade de Joanesburgo sobre a sua intenção de reduzir, interromper ou até suspender o fornecimento de eletricidade em algumas áreas.
A empresa estatal justifica a medida com a dívida acumulada pela Câmara Municipal e pela City Power, responsável pela distribuição de energia na cidade.
Contudo, a decisão tem gerado forte contestação entre residentes e líderes políticos.
DA diz que cidadãos não devem ser penalizados
O presidente regional da DA em Joanesburgo, Luyolo Mphithi, afirmou que os moradores não podem ser responsabilizados pelos problemas financeiros da cidade.
Segundo o dirigente, a situação resulta da incapacidade da coligação liderada pelo ANC em chegar a um acordo com a Eskom.
“Os residentes não causaram este problema. Foi criado por uma coligação do ANC que falhou em alcançar um entendimento com a Eskom”, declarou.
Petição reúne milhares de assinaturas
A DA lançou uma petição para travar os cortes de energia em Joanesburgo e afirma já ter recolhido mais de 4.500 assinaturas.
O partido espera que a mobilização popular convença a Eskom a reconsiderar a medida.
Além disso, a DA defende que qualquer solução deve proteger os consumidores que pagam regularmente as suas contas de eletricidade.
Decisão da Eskom esperada este mês
A Eskom deverá anunciar a sua decisão final a 24 de junho.
Até lá, o debate sobre os cortes de energia em Joanesburgo continua a dominar a agenda política local.
Por um lado, a empresa estatal procura recuperar valores em dívida. Por outro, partidos da oposição e residentes argumentam que a população não deve sofrer as consequências dos problemas financeiros da administração municipal.
O desfecho poderá ter impacto direto em milhares de famílias e empresas da maior cidade da África do Sul.
Fonte: SABC News/Ponto Sul


