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Moçambique afirma que cinco cidadãos morreram em ataques contra imigrantes na África do Sul

Johanesburg, 2 de Junho de 2026 – O Governo de Moçambique confirmou a morte de cinco cidadãos moçambicanos na sequência de ataques xenófobos registados durante o fim de semana na cidade sul-africana de Mossel Bay, na província do Cabo Ocidental.

Segundo um comunicado do Governo moçambicano, os cinco cidadãos perderam a vida “como resultado directo dos ataques xenófobos”. Outras duas pessoas morreram num acidente de viação enquanto regressavam a Moçambique, elevando para sete o número total de vítimas mortais ligadas aos acontecimentos recentes.

As autoridades sul-africanas confirmaram a descoberta dos corpos de dois cidadãos moçambicanos com sinais de agressão no sábado. Um adolescente sul-africano também foi encontrado morto num incidente separado no domingo. Até ao momento, a polícia não efectuou detenções relacionadas com os homicídios.

A violência começou na sexta-feira, quando cerca de 55 barracas foram incendiadas num assentamento informal em Mossel Bay. A polícia sul-africana mantém um forte dispositivo de segurança na região para restaurar a ordem e evitar novos confrontos.

Centenas de Moçambicanos Regressam ao País

O Governo moçambicano informou que aproximadamente 800 cidadãos foram afectados pela onda de violência. Pelo menos 300 regressaram ao país por meios próprios durante o fim de semana, enquanto outros 500 estão a ser repatriados pelas autoridades.

Em comunicado, o Executivo alertou que existe o risco de agravamento da situação devido à volatilidade do ambiente vivido em algumas comunidades sul-africanas.

Crescente Tensão Anti-Imigração

Os incidentes ocorrem num contexto de crescente sentimento anti-imigração na África do Sul. Grupos activistas têm promovido campanhas exigindo a saída de estrangeiros em situação irregular até 30 de Junho, aumentando o receio entre comunidades migrantes.

Nas últimas semanas, vários países africanos, incluindo Gana, Moçambique, Zimbabué, Malawi e Quénia, emitiram alertas aos seus cidadãos residentes na África do Sul devido ao aumento dos ataques e actos de intimidação contra estrangeiros.

Ramaphosa Condena Xenofobia

O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, condenou os actos de violência e apelou à rejeição da xenofobia e do vigilantismo.

“Não devemos ceder à violência, à xenofobia ou ao vigilantismo”, afirmou o chefe de Estado durante uma intervenção no Parlamento, reiterando simultaneamente o compromisso do Governo em combater a imigração ilegal através dos mecanismos previstos na lei.

A África do Sul continua a ser um dos principais destinos de migrantes da região, atraindo trabalhadores, refugiados e requerentes de asilo provenientes de vários países africanos em busca de melhores oportunidades económicas.

Fonte: Reuters/Ponto Sul.

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