A África do Sul retirou o primeiro rascunho da sua política nacional de inteligência artificial depois de se ter descoberto que o documento incluía fontes fictícias na lista de referências, aparentemente geradas por IA.
“O mais plausível é que citações geradas por inteligência artificial tenham sido incluídas sem a devida verificação. Isto não deveria ter acontecido”, afirmou o Ministro das Comunicações e Tecnologias Digitais, Solly Malatsi.
“Esta falha não é apenas uma questão técnica, mas comprometeu a integridade e a credibilidade do rascunho da política”, escreveu o ministro numa publicação na rede social X, no domingo.
A política, apresentada este mês para consulta pública antes da sua finalização, pretendia posicionar a África do Sul como líder continental em inovação em inteligência artificial, ao mesmo tempo que abordava desafios éticos, sociais e económicos.
O documento delineava planos para a criação de novas instituições, incluindo uma Comissão Nacional de IA, um Conselho de Ética em IA e uma Autoridade Reguladora de IA, além de prever incentivos como benefícios fiscais, subsídios e apoios financeiros para incentivar a colaboração com o setor privado.
Malatsi afirmou que haverá consequências para os responsáveis pela elaboração do documento, mas não indicou quando uma nova versão será apresentada.
“Esta falha inaceitável demonstra porque é essencial uma supervisão humana rigorosa no uso da inteligência artificial. É uma lição que assumimos com humildade”, concluiu.
Fonte – Reuters



