A África do Sul quer aumentar o comércio na SADC para pelo menos 50% durante a sua presidência da organização regional.
O país assumiu esta segunda-feira a presidência da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), que reúne 16 Estados-membros.
A meta foi apresentada pelo ministro das Relações Internacionais e Cooperação, Ronald Lamola, durante a 46.ª Cimeira da SADC, em Durban.
Atualmente, o comércio entre os países da região representa cerca de 20%. Por isso, Pretória quer acelerar a integração económica e aumentar as trocas comerciais entre os Estados-membros.
Região quer reforçar produção e comércio
Segundo Lamola, a SADC também precisa de aumentar a sua capacidade de produção.
O ministro defendeu mais comércio entre os países da região. A proposta inclui produtos minerais com valor acrescentado e bens alimentares.
Como exemplo, Lamola mencionou a produção de arroz na Tanzânia. O objetivo é aproveitar melhor os produtos disponíveis dentro da região.
Além disso, a África do Sul quer reforçar a capacidade industrial da SADC. O país considera esta medida importante para criar emprego e reduzir a dependência de produtos importados.
Ramaphosa pede resultados concretos
O Presidente Cyril Ramaphosa afirmou que o sucesso da cimeira deve ser medido pelo impacto na vida das populações.
Segundo Ramaphosa, os países não devem avaliar o progresso apenas pelo número de acordos assinados. Em vez disso, devem analisar resultados concretos.
Entre eles estão a recuperação de linhas ferroviárias, o aumento da produção de eletricidade e a redução do tempo nas fronteiras.
A criação de empregos e o aumento do comércio na SADC também estarão entre as prioridades.
Por isso, Ramaphosa afirmou que a presidência sul-africana vai concentrar-se na implementação das decisões tomadas durante a cimeira.
SADC quer reduzir dependência externa
O Presidente do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa, que deixou a presidência da SADC, também defendeu uma maior autonomia económica.
Mnangagwa apelou aos países membros para reforçarem as suas capacidades financeiras e industriais.
Segundo o antigo presidente da organização, uma dependência excessiva de financiamento externo pode colocar em risco a soberania dos países.
Entretanto, alguns líderes não participaram pessoalmente na cimeira. A Zâmbia esteve ausente devido ao processo relacionado com as recentes eleições.
Já a República Democrática do Congo e a Tanzânia enviaram representantes devido a outros compromissos oficiais.
A África do Sul inicia agora a sua presidência com o objetivo de transformar os compromissos da cimeira em resultados concretos para os 16 países da SADC.
Fonte: SABC News/ Ponto Sul


