O Museu do Banco da Reserva da África do Sul foi inaugurado pelo Presidente Cyril Ramaphosa em Pretória, juntamente com a renovação da sede do banco central. A cerimónia também marcou o lançamento de uma moeda comemorativa de dois rands para assinalar os 50 anos da revolta estudantil de Soweto de 1976.
O espaço reúne exposições sobre a história do dinheiro, a evolução do banco central ao longo dos últimos 105 anos e obras de arte que refletem o património cultural sul-africano.
Museu do Banco da Reserva da África do Sul destaca história e património
O novo museu apresenta uma secção dedicada aos antigos governadores do banco, bem como exposições sobre a história da moeda e da economia do país.
Além disso, os visitantes poderão apreciar obras de artistas sul-africanos, incluindo Esther Mahlangu, reconhecida internacionalmente pelas suas pinturas inspiradas na tradição ndebele.
Embora a data oficial de abertura ao público ainda não tenha sido anunciada, a instituição pretende tornar-se um importante centro de educação financeira.
Ramaphosa quer melhorar a literacia financeira dos jovens
Durante a cerimónia, Ramaphosa elogiou a iniciativa de abrir parte do banco central ao público.
Segundo o Presidente, o Museu do Banco da Reserva da África do Sul poderá ajudar a aumentar a literacia financeira e económica da população, sobretudo entre os jovens.
“Queremos felicitar o banco por tornar este espaço acessível aos jovens. Esperamos que o museu aprofunde a literacia financeira e económica na sociedade”, afirmou Ramaphosa.
O chefe de Estado destacou ainda o papel do banco central no controlo da inflação e na proteção das famílias mais vulneráveis.
Banco da Reserva lança moeda especial dos 50 anos da revolta de Soweto
Para assinalar os 50 anos da revolta estudantil de Soweto, o Banco da Reserva lançou uma edição limitada da moeda de dois rands.
A moeda presta homenagem aos estudantes que participaram nos protestos de 1976 e ao seu contributo para a luta por uma educação de melhor qualidade.
Segundo o governador Lesetja Kganyago, as moedas comemorativas mantêm o mesmo valor monetário, mas possuem um significado histórico especial.
Além disso, ajudam a preservar a memória coletiva e a fortalecer a identidade nacional.
Museu do Banco da Reserva da África do Sul pretende inspirar novas gerações
O banco central acredita que o museu poderá despertar o interesse dos jovens pelas áreas da economia, finanças e política monetária.
Por isso, estão previstos programas educativos destinados às escolas e iniciativas para promover uma maior compreensão do sistema financeiro.
Com 105 anos de história, o Banco da Reserva da África do Sul pretende aproximar-se do público e contribuir para a formação de uma nova geração de especialistas financeiros.
Fonte: SABC News/Ponto Sul


