O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Washington e Teerão vão assinar nos próximos dias um acordo provisório destinado a impedir o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irão e a consolidar o cessar-fogo no Médio Oriente.
Trump afirmou que o texto do acordo deixa claro que o Irão não poderá possuir armas nucleares e adiantou que o documento completo será apresentado publicamente em breve.
Acordo EUA-Irão prevê alívio económico
Segundo responsáveis norte-americanos, o acordo permitirá ao Irão retomar imediatamente as exportações de petróleo e combustíveis, além de recuperar acesso a serviços bancários, de transporte e seguros.
Em troca, Teerão terá de cumprir várias condições, incluindo não desenvolver armas nucleares, neutralizar material nuclear enriquecido e garantir a livre circulação marítima no Estreito de Ormuz.
Estreito de Ormuz deverá reabrir
Uma das medidas mais importantes do acordo é a reabertura do Estreito de Ormuz, uma rota estratégica por onde passa cerca de 20% do comércio mundial de petróleo e gás natural liquefeito.
O bloqueio imposto durante o conflito provocou fortes perturbações nos mercados energéticos globais.
Apesar do anúncio, especialistas do setor alertam que o regresso à normalidade poderá demorar vários meses.
Negociações difíceis ainda estão por vir
O acordo atual funciona apenas como uma estrutura inicial. As negociações sobre o futuro do programa nuclear iraniano deverão começar na sexta-feira, 19 de Junho, na Suíça.
Questões sensíveis, como o apoio do Irão a grupos armados na região e o seu programa de mísseis, não fazem parte da próxima ronda de conversações.
Trump mostrou-se otimista quanto ao progresso das negociações.
“O Irão quer concluir este processo. A relação está agora normalizada e acredito que tudo avançará rapidamente”, declarou.
Mercados reagem positivamente
Os mercados energéticos reagiram de forma imediata à notícia.
Os preços do petróleo caíram mais de 2% na terça-feira, prolongando as perdas registadas após o anúncio do entendimento entre Washington e Teerão.
Investidores acreditam que a recuperação gradual das exportações iranianas poderá aumentar a oferta global de petróleo nos próximos meses.
Desafios políticos permanecem
Apesar dos avanços diplomáticos, o acordo continua a enfrentar resistência.
Trump poderá ser alvo de críticas dentro do Partido Republicano, enquanto os líderes iranianos enfrentam pressão interna para aliviar a crise económica agravada pela guerra.
O conflito no Médio Oriente provocou mais de 7.000 mortos, principalmente no Irão e no Líbano, e gerou forte instabilidade económica e energética em todo o mundo.
Embora o entendimento represente um passo importante para reduzir as tensões, um acordo definitivo ainda está longe de ser alcançado.
Fonte: Reuters/Ponto Sul


