A empresa estatal de electricidade da África do Sul, Eskom, assinou um Acordo Preliminar com o Zululand Energy Terminal (ZET). Por isso, a concessionária deu um passo importante para a diversificação da sua matriz energética. O objectivo principal é garantir o fornecimento de Gás Natural Liquefeito (GNL). Este combustível vai abastecer a futura central termoeléctrica de 3.000 MW na região de Richards Bay.
Com efeito, a Eskom assume agora o estatuto de “cliente âncora” do terminal de gás. Esta parceria garante o acesso à infra-estrutura de importação, armazenamento e regaseificação na província de KwaZulu-Natal.
O plano para a transição energética
Portanto, a nova central utilizará o GNL como combustível principal. O projecto tem um ciclo de vida útil estimado em 25 anos. Além disso, a iniciativa faz parte da estratégia nacional para reduzir a dependência do carvão. O governo pretende, assim, diminuir o uso dispendioso de geradores a gasóleo no país.
O Zululand Energy Terminal será a primeira infra-estrutura do género na costa leste sul-africana. Actualmente, o terminal é gerido por um consórcio de peso. Este grupo inclui a Vopak, o Reatile Group e a estatal Transnet Pipelines.
“Este acordo reforça a base comercial do terminal. A participação da Eskom demonstra a confiança no GNL como um facilitador da segurança energética.” – Oliver Naidu, Director do Zululand Energy Terminal.
Próximos passos e desafios ambientais
No entanto, o projecto da central de 3.000 MW enfrentou contestações judiciais no passado. Estas acções legais ocorreram devido a falhas nas avaliações de impacto ambiental.
Apesar disso, o CEO da Eskom, Dan Marokane, confirmou que o processo vai avançar. A prioridade imediata é a selecção de parceiros do sector privado para a construção. Finalmente, a empresa irá submeter os novos estudos ambientais necessários para garantir a legalidade da obra.
Fonte: Routers/Ponto Sul


