A África do Sul deportou 490 cidadãos moçambicanos por permanência ilegal no país. O grupo foi recebido no sábado, 31 de outubro, pela Direção Provincial de Migração de Maputo, segundo o jornal moçambicano Domingo, citado pelo Club of Mozambique.
A receção envolveu o Serviço Nacional de Migração (SENAMI), o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), o Ministério da Saúde, a Polícia de Fronteira e a Polícia da República de Moçambique. Os repatriados passaram por triagem, registo e encaminhamento.
As autoridades orientaram-nos a regressar às zonas de origem, a pedir passaporte ordinário junto dos serviços de Migração e alertaram-nos para os riscos da imigração ilegal.
A porta-voz da Direção Provincial de Migração de Maputo, Carmen Mazenga, lembrou que nem o visto de turista nem a isenção de visto em vigor entre Moçambique e a África do Sul autorizam o exercício de atividade profissional no país vizinho.
Segundo Mazenga, quem trabalha com um visto de turista passa a estar em situação ilegal e arrisca ser detido e deportado, perdendo o dinheiro investido. A responsável aconselhou quem pretende trabalhar na África do Sul a pedir um visto de trabalho através das representações diplomáticas.
Para cidadãos moçambicanos, a isenção de visto permite estadias de curta duração, mas não substitui um visto de trabalho. Quem pretende trabalhar na África do Sul deve tratar do visto adequado antes de começar a trabalhar.
O mesmo princípio aplica-se a cidadãos de outros países lusófonos, como Portugal, Brasil, Angola ou Cabo Verde: entrar como turista, com ou sem isenção de visto, não dá direito a trabalhar. Os requisitos para os diferentes vistos de trabalho estão explicados no guia da Ponto Sul sobre como trabalhar na África do Sul.
Fonte: Club of Mozambique

