O índice de gestores de compras (PMI) da indústria sul-africana, patrocinado pelo Absa, subiu para 49,6 pontos em outubro, face a 48,7 pontos (valor revisto) em setembro. É o segundo mês consecutivo de melhoria, mas o indicador continua ligeiramente abaixo dos 50 pontos que separam a contração da expansão, segundo o IT-Online.
No mesmo dia, a associação do setor automóvel NAAMSA indicou que as vendas de veículos novos cresceram 10,4% em outubro face ao mesmo mês do ano passado, de acordo com a CNBC Africa.
Os números do PMI
O inquérito é realizado pelo Bureau for Economic Research (BER) da Universidade de Stellenbosch. Os cinco componentes principais melhoraram em outubro:
- Atividade: de 47,7 para 48,6 pontos
- Novas encomendas: de 45,4 para 46,8 pontos
- Emprego: de 42,8 para 44,2 pontos, ainda bem abaixo dos 50, o que indica continuação de cortes de pessoal
- Stocks: de 49,7 para 50,4 pontos
- Prazos de entrega dos fornecedores: de 58,0 para 58,1 pontos, com o porto de Durban apontado como uma das causas dos atrasos
As encomendas para exportação atingiram o nível mais alto desde o início de 2025. A procura interna, porém, continua fraca.
Custos em alta e expectativas mais cautelosas
O índice de preços de compra subiu de 71,1 para 73,7 pontos, refletindo custos mais elevados, em parte devido aos combustíveis e à fraqueza anterior do rand. As expectativas para os próximos seis meses recuaram de 55,3 para 51,7 pontos. Segundo o IT-Online, os inquiridos apontaram as eleições autárquicas e os constrangimentos logísticos entre as suas preocupações.
O rand negociava a cerca de R16,64 por dólar ao início da tarde de segunda-feira, cerca de 0,4% mais forte do que no fecho anterior, segundo a CNBC Africa. Os dados foram divulgados antes de os EUA anunciarem a retirada da África do Sul do AGOA a partir de 1 de janeiro de 2027.
Para empresários lusófonos na indústria, na distribuição e no setor automóvel, os dados apontam para uma recuperação ainda frágil, com custos de produção em subida e procura interna fraca. A melhoria nas exportações é positiva, mas a perda do acesso preferencial ao mercado norte-americano a partir de janeiro poderá pesar sobre os exportadores.
Fonte: Redação Ponto Sul

